O que falta à banca para rentabilizar a Transformação Digital em momentos de crise?

Nuno Sousa, Vertical Lead de Financial Services da Claranet Portugal, explica o paradoxo em que vive atualmente a banca na utilização das ferramentas digitais, bem como pode o setor aproveitar a Transformação Digital para enfrentar os desafios e os momentos de crise.

Fábio Amigo, Managing Director Claranet Brasil

A velocidade a que a tecnologia está a transformar o setor bancário torna o conhecimento dos clientes e dos respetivos perfis cada vez mais importante. E se em circunstâncias normais de mercado esse conhecimento é essencial, nos momentos de crise global pode fazer toda a diferença - e ditar mesmo o sucesso das instituições face aos novos desafios.

Apesar disso, a informação sobre esses mesmos clientes nem sempre está disponível de forma agregada e útil. A razão prende-se com o facto de a desmaterialização da informação ter provocado uma mudança no modelo da banca - que deixou de se centrar nos balcões físicos para um modelo cada vez mais customer-centric -, mas sem avaliar de forma eficaz as formas de rentabilizar essa aproximação aos clientes.

Este é um dos principais desafios que o responsável da Claranet Portugal identifica para a banca a nível global. Para Nuno Sousa, ao longo dos anos o setor focou-se mais em recolher informação e menos no tratamento agregado desses dados, condicionando a criação de ofertas capazes de compensar a eliminação progressiva de alguns serviços mais convencionais.

A banca vive atualmente um paradoxo na utilização das ferramentas digitais: nunca as instituições inovaram tanto e estiveram tão próximas dos seus clientes, mas nunca foi tão difícil conhecer os respetivos perfis. A solução está claramente na análise agregada dos dados dispersos".

Nuno Sousa defende que a solução passa por criar formas de consolidar a informação disponível, apostando em tecnologias de conceito híbrido e modular, que permitam recuperar e trabalhar esses dados de forma útil.

Para isso, as instituições deverão olhar a montante da tecnologia e, a partir dessa visão, desenhar estruturas tecnológicas à prova de futuro. Só assim poderão capitalizar um verdadeiro conhecimento dos seus clientes e, ao mesmo tempo, fazer a diferença mesmo em cenários de crise global.

Artigo completo na edição online do Jornal de Negócios

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