"COVID-19 deu um grande impulso à transição digital" defende António Miguel Ferreira no Jornal de Negócios

O contexto de pandemia associado ao COVID-19 provocou uma verdadeira revolução nos processos de transformação digital nas empresas, “que foram obrigadas a fazer em duas semanas o que deveriam ter feito em dois anos.”

António Miguel Ferreira, Managing Director Claranet

A afirmação foi feita pelo Managing Director Iberia & Latin America da Claranet, António Miguel Ferreira, durante a recente WebConference do Jornal de Negócios “Liderança à Prova”, que elegeu o papel da liderança no atual contexto económico como tema.

O encontro – o segundo de um ciclo de Live Events organizados pelo Jornal de Negócios - contou com a participação do Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, bem como de vários líderes empresariais e académicos - o CEO da EDP, António Mexia, Pedro Castro Almeida, CEO do Santander Portugal, o presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), Francisco Calheiros, o Presidente da CIP António Saraiva, Rui Marques, CEO da GoContact e Ricardo Reis, professor de economia na London School of Economics.

Uma questão de adaptação

No painel “Empresas em Mudança”, António Miguel Ferreira destacou a aceleração “muito forte” da transformação digital das empresas, ocorrida nas últimas semanas, e falou da influência que o atual contexto pandémico teve para essa transformação:

Uma das piadas que corre nas redes sociais, pergunta quem foi o responsável por esta transição digital das empresas, se foi o CEO, o CTO ou a COVID-19. Neste caso foi a COVID-19 a dar um grande impulso à transição digital”.

No entanto, o Managing Director da Claranet Portugal chamou a atenção para duas realidades distintas nos processos de adoção por parte das organizações portuguesas.

Embora várias empresas tenham revelado uma boa preparação para esta situação de trabalho remoto, “com os seus colaboradores equipados com portáteis, ferramentas colaborativas e de videoconferência”, existem ainda muitas empresas a depender da chamada informática tradicional. “Mesmo no digital, [essas empresas] estão agarradas culturalmente a uma forma de gerir as suas tecnologias de informação que não é compatível com a flexibilidade e a agilidade que uma crise deste tipo necessita” - explicou.

Cibersegurança e emprego

A cibersegurança foi outros dos temas debatidos durante a WebConference do Jornal de Negócios. O representante da Claranet considerou normal o aumento dos riscos em face da maior atividade online gerada pelo trabalho remoto, mas deixou um alerta para os responsáveis das médias empresas:

A segurança online tem estado no topo na agenda dos CEO, mas, sobretudo nas médias empresas, tem sido uma questão adiada e com pouca preponderância nos orçamentos de TI”.

Por fim, António Miguel Ferreira falou dos projetos da Claranet Portugal para o regresso “ao novo normal”, destacando que a empresa prevê aumentar os níveis de trabalho remoto em resultado da experiência operacional das últimas semanas.

“Hoje temos 90% dos colaboradores em teletrabalho, habitualmente estavam cerca de 10% em teletrabalho, e todos os anos fazíamos testes para colocar 50 a 60% das pessoas em teletrabalho; o novo normal será ter entre 30 e 40% das pessoas em teletrabalho” - concluiu.

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