Claranet e Jornal de Negócios analisam os principais desafios da Transição Digital no setor da Saúde

Responsáveis da Claranet e representantes de várias entidades ligadas à Saúde juntaram-se para um debate promovido pelo Jornal de Negócios, no qual o papel da Transição Digital neste setor foi analisado face ao atual contexto social e económico.

Claranet Digital Workplace

Em tempos de pandemia e de incertezas quanto ao seu efeito social e económico, a Transição Digital na saúde pode ser uma importante resposta aos desafios atuais e futuros do setor, mas tende a fazer-se com maior urgência do que seria aconselhável, expondo mais os perigos e desafios associados a essa transformação.

Estas ideias foram partilhadas por vários especialistas e representantes de diversas entidades públicas e privadas da saúde em Portugal, num debate por videoconferência organizado pelo Jornal de Negócios e pela Claranet, representada por António Miguel Ferreira, Managing Director Iberia & Latin America da Claranet, bem como pelo Workplace Design & Adoption Director, António Maia.

Participaram ainda neste encontro o diretor de Sistemas e Tecnologias de Informação do Hospital Cruz Vermelha, Carlos Sousa, o ex-presidente do conselho de administração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Henrique Martins, o diretor IT/IS da Lusíadas Saúde, Luís Vaz Henriques, bem como Micaela Seemann Monteiro, Chief Medical Officer da José de Mello Saúde. As principais conclusões foram publicadas no suplemento especial Espaço de Análise do Jornal de Negócios.

Trabalho remoto, autonomia e segurança

O Trabalho Remoto como resposta das empresas para assegurar a continuidade das operações face à atual pandemia foi um dos temas discutidos, com António Miguel Ferreira a exemplificar o aumento exponencial da procura por soluções de trabalho remoto, a partir do momento em que as empresas decidiram enviar os seus colaboradores para casa:

Habitualmente entregamos aos nossos clientes 400 a 500 portáteis por mês; nos últimos três dias foram mil portáteis para os nossos clientes se prepararem rapidamente e inesperadamente”.

O que é positivo para o negócio, no entanto, pode trazer desafios acrescidos ao nível da capacidade de fornecimento e da adoção das melhores soluções e práticas. Quem o defende é
António Maia, que alertou para o facto de que “hoje estamos a fazer tudo à pressa e a usar tudo de uma forma desgovernada, como Whatsapp, e tantas outras ferramentas que aparecem”.

Na sua opinião:

tem de aparecer uma estratégia muito ligada às soluções e aos serviços”, em complemento “com o suporte e com a capacitação das pessoas de que este é o ponto forte e não fazer uma digitalização à pressa”.

A segurança das infraestruturas e da informação esteve também no centro dos tópicos em discussão. Se a aposta na cibersegurança em situações de emergência global ganha importância acrescida, pelo aumento da atividade online gerado pelo trabalho remoto, a segurança das infraestruturas de suporte aos serviços críticos de um país deverá também merecer especial atenção.

António Miguel Ferreira deu o exemplo da Claranet para falar da necessidade de assegurar a autonomia e segurança desse tipo de infraestruturas:

Quando suportamos banca online, produção industrial e banco de Portugal usamos apenas recursos nacionais, não só tecnológicos, mas também humanos”.

Da telemedicina ao preço da tecnologia

O recurso à telemedicina foi outros dos assuntos discutidos no evento do Jornal de Negócios, com a necessidade de as ferramentas de TI serem usadas de forma organizada e em segurança a surgirem como questões essenciais.

António Maia alertou para a necessidade de alinhar as capacidades entre os profissionais de saúde e os outros profissionais que lidam com estes sistemas:

O que temos visto é que as soluções aparecem, mas não são integradas em serviços e isto obriga a operações completamente disfuncionais e não integradas. Tem de haver uma capacitação mais planeada das pessoas.”

Entre a vontade “para ontem” do setor privado adotar soluções de telemedicina e o preço que consideram elevado para a tecnologia associada à Saúde, o painel discutiu ainda a escassez de recursos associada às TI que, de uma forma direta e indireta, pode também afetar também este setor.

Sobre o preço da tecnologia, António Miguel Ferreira comparou Portugal com outros mercados, afirmando que por cá se tende a tomar decisões na contratação de tecnologia, incluindo os serviços, com base no preço.

A tecnologia pode ser cara, mas também é verdade que usam apenas o critério preço” refere, explicando a nível internacional “o princípio não é comprar o mais barato, mas o que é melhor para a minha empresa nos próximos anos”.

Por fim, a escassez de recursos humanos especializados nas tecnologias e a consequente escassez nesta área foi outro dos desafios discutidos.

O Managing Director da Claranet reconheceu essa escassez e os efeitos que pode ter no setor da Saúde, embora tenha apontado para a adoção das TI como um serviço como a solução mais eficaz: “as empresas e os hospitais não têm de ter salas de informática que ocupam espaço, têm de ter salas para receber doentes e consultórios e para as suas atividades e, portanto, têm de externalizar aquilo que é a sua função core. O que ajuda a resolver parcialmente a questão dos técnicos.”

Para António Miguel Ferreira, a solução para esta escassez é uma maior partilha de recursos, o que implica utilização de empresas especializadas no fornecimento deste tipo de serviços.

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