Cibersegurança: António Miguel Ferreira defende modelo de colaboração no setor bancário

António Miguel Ferreira, Managing Director Iberia and Latin America da Claranet, defendeu, em entrevista ao Jornal de Negócios, um modelo de colaboração entre instituições financeiras no campo da cibersegurança, porque o problema reputacional de um único banco afeta a totalidade do setor, e a verdade é que o setor bancário está permanentemente a sofrer ciberataques.

António Miguel Ferreira em entrevista ao Jornal de Negócios

Trata-se de um problema diário em Portugal, sobretudo sob a forma de ataques de phishing, porque o principal problema de segurança é a "falta de cultura digital dos clientes e, por vezes, dos colaboradores, pois as pessoas são sempre o elo mais fraco de todo o sistema. Deve-se investir mais em formação e simulações de ataques. Todas as pessoas sabem o que fazer em caso de sinais de incêndio ou mesmo em caso de um alarme disparar. No que respeita à cibersegurança, é mais difícil a uma pessoa detetar um sinal de que algo foge ao padrão e pode ser uma tentativa de ataque ou crime, assim como poderá não saber o que fazer, mesmo identificando os sinais. Falta formação."

No âmbito do setor bancário em particular, as fintech não são mais vulneráveis porque foram criadas no mundo digital, já com preocupações de segurança desde a sua conceção, e são mais experientes na utilização de canais digitais. Para António Miguel Ferreira,

É à banca tradicional que cabe o maior desafio do ponto de vista da cibersegurança."

O responsável da Claranet defende, por isso, um modelo colaborativo em que cada instituição não precise de depender exclusivamente de si própria para implementar as melhores práticas, beneficiando instituições bancárias mais pequenas, certamente, mas essencialmente todo o setor. Falta maior atenção à cibersegurança nos orçamentos das instituições financeiras, tendo em conta o aumento da complexidade num negócio cada vez mais digital.

A colaboração operacional em algumas áreas - por exemplo, na partilha de um centro de operações de segurança - poderia gerar eficiências significativas e uma adoção generalizada das melhores práticas de proteção."

Artigo completo no Jornal de Negócios

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